Ceará busca o cooperativismo para acelerar o agronegócio – Egídio Serpa


Do recente Água Innovation, seminário internacional que reuniu na Fiec, nesta semana, especialistas brasileiros e estrangeiros que debateram sobre o cultivo protegido e o uso inteligente da água, ficaram algumas conclusões.

A primeira foi esta: o: agronegócio cearense não tem dúvida de que a tecnologia está acelerando suas atividades, mas será necessário dar aos recursos hídricos uma gestão também inteligente, centrada na demanda, garantindo ao produtor seu insumo principal; 

A segunda conclusão foi a seguinte: no curto prazo, o mundo e sua população necessitarão de mais 60% de alimentos, dos quais 40% serão fornecidos pelo Brasil; 

E a terceira vem agora: a iniciativa privada brasileira ampliará seu protagonismo mundial, produzindo para o mercado interno e exportando para o mercado externo.

 

Mas há problemas. Falando ontem a esta coluna, Carlos Matos, ex-secretário de Agricultura Irrigada do Ceará e consultor empresarial em agronegócio e coordenador do Água Innovation, citou o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), o qual que, referindo-se ao cenário nos estados, disse: 

“Há uma impotência dos governos de promoverem o desenvolvimento na complexidade que ele tem hoje, e o setor privado precisa de organizar-se para enfrentar os novos desafios que estão vindo”.

Como fazê-lo? Carlos Matos responde, citando o que fazem as cooperativas do Paraná, cujo faturamento alcançou, no ano passado, R$ 185 bilhões, “mais do que a economia do Ceará, e isto nos leva a entender que o modelo do agro paranaense pode e deve ser replicado aqui para acelerar a implantação da agricultura 5.0 que pretendemos para os cearenses”. 

Ele acrescenta:

“O modelo cooperativista tem a virtude de incluir o pequeno e o médio produtores, que poderão acessar o mercado internacional, e é isto o que desejamos”.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) e seu presidente Amílcar Silveira estão empenhados nesse plano de atrair as cooperativas agrícolas do Paraná para o Ceará. 

Temos vocação cooperativista e devemos aproveitá-la para intensifcar o provcesso de desenvolvimento do agronegócio cearense”, dsse à coluna o presidente da Faec.

RECURSOS HÍDRICOS, POLÍTICA DE ESTADO

Especialista na matéria, o engenheiro Ramon Rodrigues é hoje, digamos assim, o responsável técnico pela elaboração e execução dos projetos da Secretaria de Recursos Hídricos do Governo do Ceará. 

Ele alegrou o auditório do recente Água Innovation ao transmitir duas notícias: 

1) a política cearense de recursos hídricos é de Estado, não de governo, ou seja, o que está sendo executado não sofrerá solução de continuidade; 

2) o açude Lontras, sonho antigo da população e das lideranças políticas e empresariais da Serra da Ibiapaba, será construído na gestão do governador Elmano de Freitas. 

Os recursos para a sua construção entrarão nos orçamentos da União e do governo estadual para 2024. O projeto de engenharia está pronto e será licitado tão logo as providências burocráticas estejam finalizadas.

É sempre bom ouvir a opinião do técnico, principalmente quando ele domina o tema, como é o caso de Ramon Rodrigues, que foi um dos que, na gestão de Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, ajudaram a projetar e a iniciar a obra de construção do Projeto São Francisco de Integração de Bacias. 

Ramon ouviu, no Água Innovation, elogios não só ao seu trabalho na SRH, mas também ao governador Elmano de Freitas, que marcou um gol de placa ao mantê-lo na destacada posição que ocupa naquela secretaria. 





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