Bolsas sobem com mercado financeiro mundial mais calmo – Egídio Serpa


Ontem, segunda-feira, primeiro dia útil desta semana, a Bolsa de Valores B3 fechou em alta de 0,85%, aos 99.670 pontos. Ao longo do dia, ela se esforçou para retomar a marca dos 100 mil pontos, mas não conseguiu. 

O dólar, por seu turno, fechou cotado a R$ 5,20, com queda também de 0,85%. 

As bolsas dos Estados Unidos também operaram no positivo, impulsionadas pela boa notícia de que o First Citizens Bank, maior instituição financeira regional do país, comprou o Silicon Valley Bank, que foi à breca há 15 dias. Por causa deste fato, o mercado registrou maior número de operações de risco na bolsa norte-americana.

A queda do preço internacional do petróleo, no dia de ontem, também ajudou na subida da Bolsa brasileira. O petróleo do tipo Brent, que é o importado pela Petrobras, teve alta forte de 4,28%, fechando cotado a US$ 78,21. Quando o preço do petróleo sobe, o preço das ações da Petrobras também sobe, e isto ajuda a alta da Bolsa de Valores.

Assim, com o cenário bancário dos Estados Unidos voltando à calmaria, a Bolsa brasileira operou em alta. Mas mesmo com bons sinais no horizonte dos mercados externos, a B3 manteve, digamos assim, certa precaução com o que poderá sair hoje, terça-feira, 28, da ata da última reunião do Copom.

Há uma expectativa em torno desse documento, pois ele poderá manter o tom duro do comunicado da semana passada, no qual anunciou a manutenção da taxa de juros Selic no patamar de 13,75% ao ano, ou reafirmar que poderá subir essa taxa se isto for necessário. Ou seja, se persistirem as dúvidas a respeito da política fiscal do governo.

Outra expectativa que cresce é, exatamente, em relação ao novo arcabouço fiscal, que substituirá o teto de gastos. O documento, que está pronto há duas semanas, ainda não foi aprovado pelo presidente Lula, o que suscita dúvidas quanto ao seu conteúdo. 

Uma boa notícia que só chegou à noite foi a de que o grupo cearense Hapvida firmou um contrato vinculante denominado Sale and Leaseback (venda e locação de volta, em tradução livre).

Por meio dessa operação, a família Pinheiro, controladora do Hapvida, comprará 10 imóveis que pertencem à empresa por R$ 1,25 bilhão. 

Esses imóveis serão, em seguida, alugados à própria Hapvida, numa operação que foi analisada pelo Comitê de Finanças, Mercado de Capitais e M&A e pelo Comitê de Auditoria, Riscos, Controles Internos e Compliance e aprovado pelo Conselho de Administração da Hapvida.

Nessa operação estão engajados os bancos Bank of America (BofA), UBS Brasil, BTG Pactual e Itaú BBA, que estudam a viabilidade de uma oferta pública de ações ordinárias da Hapvida correspondente ao seu capital autorizado, que corresponde a 395,207 milhões de ações. 

Ontem à noite, após o encerramento das operações na B3, o Hapvida emitiu um Fato Relevante, no qual afirma que a operação, “com a expressiva participação da Família Pinheiro, demonstra o comprometimento da Companhia e a convicção dos controladores e atuais administradores da Hapvida na resiliência do seu modelo de negócios”. 

E acrescenta o Fato Relevante:

“Essa postura da administração evidencia, também, sua visão conservadora em relação à liquidez e endividamento da Companhia. Essas duas captações estão inseridas no contexto, já informado pela Companhia no dia 8 de março de 2023, com o objetivo de otimizar e fortalecer a sua estrutura de capital”. 

Os analistas do mercado entendem que a operação assegura, também, um piso para o preço das ações da Hapvida e ainda abre a perspectiva de uma opção de fusão e aquisição, segundo opinou o banco Morgan Stanley, citado pela Agência Estado.

Ontem, as ações da Hapvida fecharam cotadas a R$ 2,22.





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